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capitolinna;

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bolo Colorido

Aposto que nunca ninguém viu um bolo tão bonito.
Seguindo uma receita tradicional, o segredo está na divisão da massa em 6 partes, e na adição de corante de diversas cores em cada uma dessas divisões.
O resultado é algo surpreendente.



Depois de adicionar os corantes, é importante mexer bem até homogenizar a massa. E em seguida adicioná-la cor a cor em uma forma de bolo.





Deve ficar algo semelhante a esta imagem abaixo.





E o resultado? Tcharam!


Lindo, não é?


Já está na minha lista de próximas receitas.



Créditos: Omnomicon - Rainbow Cake

Postado por Juliana às 09:36 0 comentários

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Capitolinna

O post que deveria ser o primeiro,
fazendo jus ao nome do blog.

Dossiê de Capitu

"Começo a me confundir com os pecados que ele me aponta. Acho que quando ele me fita os olhos já não me admira como naquele dia em que rabiscava no muro nosso nome. Tudo anda tão mudado. A forma dos desejos, e como ele vem a mim, já são decorados. Tenho uma espécie de dor que não sai do peito. Ainda ontem o tentei abraçar, mas o peso do seu ofício não lhe permitiu que levantasse os olhos.

Vejo o mesmo horizonte da janela. Esses mesmo olhos, esses mesmos pensamentos... Anseio por uma visita dos nossos inseparáveis amigos. Minha amiga, ela sim, sempre tão viçosa. Parece-me que a angústia não costuma visitá-la. O marido dela tão fiel e desejoso dos afagos dela que chega a me atormentar uma pontinha de inveja.

Lembro-me de Bendo quando penso em amor, mas em matéria de desejo me falta algum ardor que ainda não tenho notícia. Suponho eu que exista forma de manter esse quê de pecado ainda fora daquele universo de beatices que Dona Glória o incutiu. Nossa adolescência passou depressa por entre as nossas vidas. Da minha barriga veio um lindo garoto. Bento o olha diferente, não sei o que se passa. Estamos juntos faz um tempo e ainda não tenho acesso ao mundo de introspecção que é a mente dele.

Há uma nuvem, que me parece desconfiança, entre os nossos olhares. Não consigo encontrar a pureza que refletia dos olhos dele. Parece-me que lhe falta vontade, deve ter enjoado de mim. Certa vez confidenciei isso a Escobar, que me escutou atento. Ele me olhava nos olhos e confesso que por algumas vezes deixei que tocasse meus ombros e que aproximasse a boca de meus ouvidos. O valor das palavras afagadoras dele me causou diferentes sensações. Ocultei o que sinto a mim mesma e logo encerrei o assunto.

Fiquei a pensar. Comparando e medindo tudo que sinto. Vi Sancha sorrir provocativamente a Bento, não fiz nada. Torturei-me com essas lembranças. Boas e más demonstrava-me caminhos ocultos que manteriam tudo em seu devido lugar. Confesso que a partir deste momento fui tomada por uma vontade que ainda não conhecia."


Postado por Juliana às 12:28 0 comentários

Alice Liddell

Charles Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll, foi o autor de uma das obras que mais me encanta até hoje. Talvez este encantamento venha de uma série de mistérios indecifráveis que envolvem meus
pensamentos cada vez que assisto.





Alice no País das Maravilhas sempre foi (e é!) o meu desenho favorito. E depois de mais velha, tornou-se um dos melhores livros também.


Lewis, como era chamado, era um homem muito introvertido, tímido e de costumes um pouco "diferentes". Adorava crianças, e ler histórias para elas era uma de suas paixões. Tinha um carinho especial por 3 garotinhas, filhas de seu amigo Liddell. Eram elas: Alice, Lorine e Edite.


No dia 4 de julho de 1862, convidou-as para um passeio, como de hábito. E no decorrer do dia, como sempre fazia, Lewis começou a contar-lhes uma história. Elas desta vez, não queriam deixar que ele terminasse, e ele prolongou-se por mais um bom tempo.

Antes de deitar-se, Lewis escreveu esta mesma história tal como havia contato às meninas, e deu-lhe o nome de "Alice Debaixo da Terra". Apenas dois anos mais tarde, em 1864, é que ele tornou a ler. Acrescentou-lhe algumas personagens e alguns capítulos. Na verdade, a história ficou com o dobro de tamanho que tinha inicialmente. E só então, por último, Lewis alterou o nome para "Alice no País das Maravilhas". O livro foi editado um ano depois, e 6 anos mais tarde foi lançado "Alice do Outro Lado do Espelho".

Quem tem a sorte de ler estes dois maravilhosos livros, descobre um mundo de fantasias e aventuras, de personagens inusitados, onde tudo parece ter mais de um simples significado. O mundo da imaginação passa a atingir crianças e adultos, homens e mulheres, e qualquer outro ser humano que se interesse pelo acaso e o que ele pode proporcionar.




Foto de Alice Liddell(tirada por Lewis Carroll)




Boa parte das personagens e acontecimentos do livro, tem alguma relação com a vida real de Lewis.

Como a própria Alice, que especula-se ter sido inspirada pela filha de seu amigo, apesar de tantas diferenças físicas e psicológicas (Alice Liddell era morena e singela, ao contrário da Alice do livro, que é loira e extrovertida, enérgica).


A árvore em que localiza-se o Gato de Cheshire, também foi inspirada em uma real, que pode ser vista até os dias de hoje no Colégio de Deanery.




Os poemas e versos que Alice recita durante o livro, e que parecem não ter sentido algum, são sátiras aos poemas enfadonhos que as crianças inglesas daquela época deveriam saber de cor.


O data do Lanche Maluco pode também não ter sido criada ao acaso. Dia 4 de maio era o dia do aniversário de Alice Liddell.



Coincidência ou não, os livros de Charles Dodgson continuam a encantar jovens e adultos assim como naquela época. Os livros foram todos publicados sem nenhuma indicação de faixa etária, ou se destinado a crianças ou adultos. Entretanto, sabemos que independentemente da idade, a viagem será incrível.










Postado por Juliana às 09:13 0 comentários
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